As duas araras são talhadas em quartzo semitranslúcido, cuja aparência leitosa vem de inclusões microscópicas de líquido e de gás aprisionadas durante a formação do cristal. O bloco em que elas pousam reúne três minerais: a amazonita, variedade verde-azulada da microclina, um feldspato de potássio; o quartzo, que forma a matriz clara; e a turmalina negra, que aparece em cristais escuros incrustados na pedra. A turmalina negra é a espécie mais comum do grupo das turmalinas, com até 95% de toda a turmalina da natureza, e costuma se formar em granitos e pegmatitos, os mesmos ambientes em que nascem a amazonita e o quartzo.
A arara é uma das aves mais celebradas das Américas. Em Paquimé, no norte do México, arqueólogos encontraram viveiros de araras no centro da antiga cidade, e as penas dessas aves eram consideradas sagradas nos rituais da Mesoamérica. A turmalina tem uma história curiosa: por ser piroelétrica, atrai e depois repele cinzas quentes, e por isso chegou a ser apelidada de ímã do Ceilão, antigo nome do Sri Lanka.
